Cerca de 10.500 turmas em Moçambique frequentam aulas ao ar livre ou sentadas no chão, uma realidade que afecta, sobretudo, as províncias de Maputo, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia, consideradas as mais críticas.
Os dados foram apresentados pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, durante as celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, na terça-feira (07).
Na ocasião, a governante reconheceu os desafios na expansão das infra-estruturas escolares e admitiu que não há, para já, um prazo definido para a resolução do problema.
Segundo a ministra, aquelas províncias concentram o maior número de casos, embora a situação também se verifique, em menor escala, noutros pontos do país.
Para responder ao problema, o Governo tem vindo a priorizar o investimento na construção de infra-estruturas escolares nas zonas mais afectadas.
Samaria Tovela indicou que os esforços estão a ser direccionados para as províncias com maiores desafios.
Apesar disso, a governante reconheceu que ainda não existe uma previsão concreta para o fim das turmas ao relento.
“O sector da educação absorve entre 26% e 29% do Orçamento do Estado, uma percentagem considerada elevada, mas o reduzido volume global de receitas limita a capacidade de resposta”, frisou.
A ministra acrescentou que o país conta com o apoio de parceiros internacionais, embora o crescimento populacional continue a pressionar o sistema educativo, aumentando a procura por mais escolas e salas de aula.
O número de turmas ao ar livre aumentou face a 2025, ano em que o país contabilizava cerca de 10 mil turmas nesta condição, passando agora para aproximadamente 10.500 em 2026. Escrito por Carta de Moçambique
