O Governo de Moçambique, na representação da Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas, reagiu, nesta Segunda-feira (4), numa conferência de imprensa, na qual garantiu que nenhum moçambicano foi afectado pela acção, e que há um contacto constante com o governo sul-africano de forma a controlar a situação.
“Não há moçambicanos que tenham sofrido alguma gravidade ou alguma ação directa destas manifestações porque há um contacto permanente e ainda não tivemos indicação de alguém que tenha ficado fora do seu convívio familiar”, disse Maria Manuela Lucas.
Maria Manuela Lucas, anunciou, então, que o Presidente da República fará, hoje, uma viagem para Pretória, de forma a ter um encontro presencial com o presidente sul-africano, com o objectivo de criar estratégias que visam mitigar a situação e devolver o “clima de paz” entre os dois países.
“Os governos de Moçambique e da África do Sul estão em contacto regular para debelar o impacto dessas manifestações, neste sentido, sua excelência presidente Daniel Francisco Chapo desloca-se, no dia 5 de Maio a Pretória, na África do Sul, a fim de avaliar com o seu homólogo, sua excelência presidente Cyril Ramaphosa, a presente situação e buscar soluções que conduzam a uma convivência pacífica entre os povos moçambicano e sul-africano”, acrescentou.
O Governo moçambicano não quer vingança!
Apesar disso, a Ministra dos negócios estrangeiros e cooperação, frisou que não será interdita a cooperação que o país tem na África do Sul através da embaixada, segundo Maria Manuela Lucas, a única opção que o governo achou viável, é a conversação.
“Moçambique não tem nenhum plano de encerramento da embaixada, a solução que nós vamos encontrar é mesmo dialogar com os nossos irmãos, achamos que esta é a melhor solução para que nós consigamos resolver este problema”, disse.
A resposta surge depois de muitas reclamações e críticas feitas, principalmente, pela sociedade civil em Nampula, por conta da indiferença do governo de Moçambique face aos ataques xenofóbicos que decorrem na África do Sul, já há duas semanas, afetando cidadãos moçambicanos e estrangeiros.
