O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou nesta sexta-feira, que o cidadão italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário da residencial Kaya-Kwanga, e mais três indivíduos, cujas suas residências foram alvo de busca e apreensões, são suspeitos de envolvimento em crimes de narcotráfico, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
Além de Sartori, foram igualmente detidos Manzar Saed Abbas; Tharmomed Valay Mahomed, conhecido por Shabir; e o seu filho, Anas Tharmomed.
O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, que falava à imprensa no local, explicou que a operação de busca e captura decorreu na manhã desta sexta-feira, no âmbito de uma acção conjunta com a Polícia da República de Moçambique.
“Gostaríamos de vincar que, sobre estes indivíduos, recaem fortes indícios de fazerem parte de uma rede de crime organizado nas suas diferentes classificações, tendo sido apreendidos vários bens que visam consolidar a prova indiciária”, afirmou Lole.
Segundo a fonte, a operação resulta de um trabalho prévio de inteligência criminal, existindo indícios de que os detidos integrem uma rede de crime organizado.
Durante as buscas, as autoridades apreenderam armas de fogos, diversas munições, telemóveis, computadores, telemóveis e diversos documentos, que serão submetidos à perícia forense.
Lole assegurou que operações do género vão continuar em todo o território nacional, com o envolvimento das Forças de Defesa e Segurança e outras instituições da justiça com vista a eliminar a prática do crime organizado em Moçambique.
“Queremos deixar uma advertência clara de que seremos intransigentes com todos aqueles que persistirem na actividade criminosa, sendo devidamente detidos e responsabilizados criminalmente”, sublinhou.
