
A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a recém-instalada Associação Comercial de Hunan em Moçambique celebraram no início desta semana um Memorando de Entendimento que visa acelerar o processo de industrialização nacional e ampliar a capacidade exportadora do país.
A cerimónia de assinatura teve lugar durante a inauguração oficial da associação chinesa e da sua primeira Assembleia Geral de Membros, marcando o início de uma nova fase na cooperação empresarial entre os dois países.
O documento, enquadrado na Iniciativa da Rota e Rota e no Fórum de Cooperação China-África, prevê a intervenção conjunta em 13 domínios prioritários, com destaque para: Criação de um centro de serviços comerciais e de um laboratório nacional para normalização e certificação de qualidade;
Expansão da electrificação rural e promoção de soluções de mobilidade sustentável;
Introdução de equipamento agrícola e mineiro de pequena escala, adaptado à realidade das comunidades;
Processamento local de produtos como castanha de caju, atum, algodão e madeira;
Estímulo às indústrias têxtil, de materiais de construção inovadores e de biocombustíveis;
Implementação de soluções digitais para a agricultura e aquacultura, incluindo o uso de Internet das Coisas.
Durante a cerimónia, o presidente da CCM, Lucas Chachine, sublinhou que o entendimento vai ao encontro dos objectivos estratégicos da instituição, cuja prioridade é fortalecer as Micro, Pequenas e Médias Empresas nacionais.
“Este acordo reflecte a nossa visão de que Moçambique deve deixar de ser visto apenas como destino de investimento ou mercado consumidor, e afirmar-se como um pólo produtivo e exportador, gerador de emprego e renda para os moçambicanos”, afirmou.
Chachine destacou ainda que a aposta passa por dotar os empresários locais de ferramentas que lhes permitam ganhar escala e competitividade nos mercados regionais e internacionais.
Por seu turno, o presidente da Associação Comercial de Hunan em Moçambique, Tan Huizhang, referiu que a parceria com a CCM criará pontes duradouras entre as comunidades empresariais dos dois países.
Segundo o dirigente, a iniciativa prevê mecanismos concretos de transferência tecnológica e capacitação, com especial incidência nas MPME moçambicanas, para que estas possam integrar-se de forma sustentável nas cadeias de valor globais.
A assinatura do acordo ocorre num momento em que as relações entre Moçambique e a China registam um dinamismo crescente, particularmente nos domínios do comércio, infraestruturas e formação profissional. Com este memorando, ambas as partes esperam não só incrementar o volume de negócios bilaterais, mas também contribuir para a diversificação da economia moçambicana, reduzindo a dependência de importações e valorizando os recursos endógenos.




