O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, disse dia (09), na abertura da quinta sessão ordinária do Comité Central do partido, que a liquidação total e antecipada da dívida no valor de 701,4 milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI), foi uma medida corajosa e responsável do Governo que pretende trazer dignidade ao povo moçambicano.
“Esta corajosa decisão deve ser vista de forma positiva e estratégica, como um sinal inequívoco da responsabilidade macroeconómica e do reforço da estabilidade internacional de Moçambique”, disse o presidente da Frelimo na Matola, província de Matola.
No seu discurso de abertura da reunião do Comité Central que arrancou quinta-feira e terminou domingo (12), Daniel Chapo assegurou que o País está aberto para o reforço da parceria estratégica com o FMI e outros parceiros bilaterais e multilaterais.
“Reafirmamos a nossa abertura para o reforço da parceria estratégica com o FMI. E continuaremos a adoptar medidas que estimulem a produção interna, a atração de mais investimentos, através do fortalecimento de um ambiente de negócios mais favorável e uma economia cada vez mais competitiva”, sublinhou.
Chapo defendeu igualmente uma reflexão profunda e realista sobre a questão da paz e segurança nacional, frisando que “a segurança é uma prioridade inegociável da sua governação”.
Daniel Chapo reafirmou ainda ao Comité Central o compromisso com os objectivos da política de defesa e segurança do nosso país, destacando a necessidade de defesa da independência e soberania nacional, de assegurar a integridade e viabilidade do território moçambicano e fortalecer os mecanismos de prevenção e combate a todo tipo de crimes.
“Actualmente, os terroristas recorrem a sequestros para obtenção de resgates, bem como a intimidação psicológica sobre as populações, infiltração em comunidades vulneráveis, como mecanismos de apoio logístico e financiamento às suas operações. Além disso, recorrem a emboscadas, movimentos dispersos, incursões esporádicas e engenhos explosivos improvisados para destruir e sabotar infra-estruturas, semear luto e medo e, consequentemente, gerar um ambiente de exaustão social com o objectivo de dividir o nosso povo”, reiterou.
