O CEO da South32 confirmou, na semana passada, o encerramento das actividades da fundidora de alumínio, Mozal, em Moçambique.
A razão, conforme explicou tem que ver primeiro, com o facto de não ter havido um acordo nas conversações com o Governo para o fornecimento de energia a preços confortáveis. E, segundo, porque não foi importada a matéria-prima para assegurar a produção depois de 15 de Março, quando o encerramento ocorrer de facto.
“Infelizmente, a realidade é que ficaremos sem piche e coque na próxima semana [esta semana], e mesmo que conseguíssemos um contrato de energia hoje, não seria possível entregar o fornecimento a tempo de manter a usina em funcionamento”, disse Graham Kerr, CEO da South32, em uma videoconferência sobre resultados financeiros na quinta-feira, conforme a mídia internacional.
A South32 reduziu seu investimento na Mozal em 372 milhões de dólares no ano passado, após não conseguir garantir energia a preços acessíveis para além de Março de 2026.
Em um comunicado da South32 emitido na segunda quinzena de Dezembro de 2025, consultado pelo MZNews, Kerr lamentou o facto de não ter conseguido um acordo de fornecimento de energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa a preços acessíveis.
“Ao longo de nossas negociações, enfatizamos que a capacidade da Mozal de continuar a operar dependia da garantia de electricidade suficiente a um preço que permitisse à fundição permanecer competitiva internacionalmente. Infelizmente, as partes permaneceram em impasse quanto a um preço adequado da electricidade, situação agravada pela seca contínua que afectou o fornecimento de energia da HCB. Agora, devemos concentrar nossos esforços em colocar a fundição em regime de manutenção e conservação a partir de Março de 2026” disse.
A previsão de produção da Mozal para o ano fiscal de 2026, que se estende até Março, permanece inalterada em 240 kt (participação da South32).
