O crime organizado, com destaque para os raptos, continua a tirar sono a comunidade empresarial e, sobretudo, ao Governo em Moçambique. Relativamente a este fenômeno, o ministro do Interior, Paulo Chachine, garantiu, na quarta-feira, 05 de Novembro, que está um curso um trabalho profundo com vista a identificar os verdadeiros mandantes dos raptos.
O titular do pelouro do Interior no Governo liderado por Daniel Chapo reconheceu que não é fácil desmantelar a teia dos cabecilhas do crime organizado. No entanto, garantiu que é “profundo o trabalho que está a ser feito e não é fácil também”.
Não obstante as dificuldades do presente, Paulo Chachine assegurou que o principal objetivo das várias Unidades da Polícia da República de Moçambique é identificar os verdadeiros mandantes dos raptos.
“Uma teia de praticantes deste ato, desde o mais pequeno até ao grande, até ao dono, até ao mandante (…) Cada um no meio deste crime tem a sua própria responsabilidade e é por causa disso que, às vezes, pensa-se que ainda não se chegou lá, mas vai se chegar aos verdadeiros mandantes”, referiu o ministro do Interior.
Refira-se que estes pronunciamentos do ministro do Interior surgem na mesma semana em que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou dois homens, por sinal, suspeitos no envolvimento do rapto do empresário de origem portuguesa, ocorrido na primeira quinzena de Outubro em Maputo.
