O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou que o partido no poder está a intensificar as acções de combate à corrupção e ao nepotismo, males que, segundo afirmou, afectam instituições públicas e privadas no país.
A par da corrupção e do nepotismo, Chapo, que igualmente é Presidente da República, destacou que a formação política vai centrar atenções no combate ao tribalismo e ao regionalismo.
O Chefe do Estado falava segunda-feira (02), na cidade da Matola, província meridional de Maputo, durante a cerimónia de abertura da reunião de indução dos secretariados das organizações sociais do partido.
“Esta reunião tem três objectivos principais a saber”, disse Chapo. “Primeiro, queremos aprofundar o papel das organizações sociais no actual contexto político nacional; segundo, queremos promover a participação das organizações sociais no processo de criação dos alicerces para a nossa independência económica; terceiro, queremos intensificar o combate cerrado contra a corrupção, o nepotismo, tribalismo, regionalismo e tantos outros males que afectam a nossa sociedade e o nosso partido”.
Na ocasião, o dirigente desafiou as organizações sociais da Frelimo a reforçarem as acções de solidariedade, com vista a impulsionar o processo de recuperação pós-cheias, que afectaram sobretudo as províncias meridionais do país.
“Saudamos, de igual modo, a liderança das organizações sociais do nosso partido Frelimo pela sua acção, incluindo o envolvimento dos combatentes, das mulheres e dos jovens, no amplo movimento de solidariedade com as vítimas das recentes cheias, inundações e ciclone Gezani”, afirmou.
Segundo Chapo, o movimento solidário contribuiu para reduzir mortes, feridos e desaparecidos, bem como perdas materiais nas regiões afectadas.
O Presidente manifestou ainda confiança de que o espírito solidário que caracteriza as organizações sociais do partido, nomeadamente a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), prevalecerá na fase de reconstrução em curso.
A época chuvosa e ciclónica, iniciada em Outubro último, provocou 242 óbitos e afectou mais de 860 mil pessoas. O período deverá terminar em Abril próximo.(AIM)
